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Novas regras do Banco Central: o que muda para as coops?

  • Foto do escritor: Credufes Credufes
    Credufes Credufes
  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

Entenda as novas exigências e por que o sistema financeiro brasileiro está passando por mudanças.


Mulher lendo no celular.

O sistema financeiro brasileiro está passando por uma nova fase de modernização e fortalecimento da segurança digital. Nos últimos meses, o Banco Central anunciou uma série de medidas que impactam instituições financeiras, empresas de pagamento e, consequentemente, algumas cooperativas de crédito.


Mas, afinal, o que está mudando? E o que isso significa para os cooperados?


A boa notícia é que o objetivo dessas mudanças é aumentar a segurança, a transparência e a estabilidade de todo o ecossistema financeiro brasileiro.


Por que o Banco Central decidiu criar novas regras?


Com a popularização do Pix e o crescimento acelerado das soluções financeiras digitais nos últimos anos, novas empresas passaram a participar do sistema de pagamentos brasileiro.


Esse crescimento trouxe benefícios, como mais praticidade e inclusão financeira, mas também aumentou a necessidade de fortalecer os mecanismos de segurança e supervisão.


Diante desse cenário, o Banco Central decidiu tornar as exigências mais rigorosas para todas as instituições que atuam nesse ambiente.


Segundo o próprio Banco Central, as medidas têm como objetivo reforçar a segurança do Sistema Financeiro Nacional e reduzir vulnerabilidades operacionais.


Quais foram as principais mudanças?


1. Instituições de pagamento precisarão ter autorização própria do Banco Central


Uma das principais mudanças é que as instituições de pagamento menores deverão buscar autorização direta do Banco Central para continuar atuando em determinadas operações.


Na prática, o Banco Central está reduzindo a dependência de modelos intermediários e aumentando a supervisão sobre quem participa do sistema.


Essa medida traz mais controle e transparência para o mercado.


2. Cooperativas de crédito não poderão mais atuar como responsáveis no Pix para instituições sem autorização


Outra mudança importante afeta diretamente algumas cooperativas de crédito.


O Banco Central determinou que as cooperativas não poderão mais atuar como responsáveis pelas operações de Pix de instituições de pagamento que ainda não possuem autorização própria.


A medida busca separar responsabilidades e fortalecer a governança do sistema.


Embora essa mudança exija adaptações operacionais, ela faz parte de um movimento nacional de reorganização e segurança.


3. Foi criado um limite para determinadas operações


Instituições de pagamento sem autorização direta e participantes que utilizam determinados modelos terceirizados de conexão ao sistema financeiro passam a ter um limite de R$ 15 mil por transação via Pix e TED.


Esse limite pode ser flexibilizado caso sejam comprovados requisitos adicionais de segurança tecnológica.


4. As exigências tecnológicas ficaram mais rigorosas


Empresas que fornecem infraestrutura tecnológica para o sistema financeiro, conhecidas como PSTIs (Prestadores de Serviços de Tecnologia da Informação), também passaram a ter novas obrigações.


Agora, essas empresas precisam cumprir critérios mais robustos de governança, segurança cibernética e capacidade operacional.


O objetivo é diminuir riscos sistêmicos e fortalecer a proteção dos dados e das transações.


O que muda para os cooperados?


A principal mensagem é: o cooperado não precisa se preocupar.


Essas mudanças fazem parte de um processo regulatório nacional e não representam um problema isolado de uma única instituição.


Em muitos casos, as cooperativas precisam reorganizar seus modelos operacionais, revisar serviços oferecidos e buscar novas alternativas para continuar atendendo seus associados da melhor forma possível.


Ao mesmo tempo, a essência do cooperativismo permanece a mesma: proximidade, confiança e compromisso com as pessoas.


Um sistema financeiro mais seguro beneficia todos


Assim como a tecnologia evolui, as regras também precisam evoluir.


As novas exigências mostram que o sistema financeiro brasileiro está entrando em uma nova etapa, mais preparada para lidar com os desafios da digitalização e da segurança cibernética.


Para os cooperados, esse é um momento de acompanhar as mudanças com tranquilidade e buscar informações em fontes confiáveis.


Na Cred.Ufes, acreditamos que transparência também é uma forma de cuidado.


Por isso, continuaremos transformando temas complexos em informações simples, acessíveis e úteis para quem faz parte da nossa comunidade.


Fontes de pesquisa


• Banco Central do Brasil – BC aprova medidas para reforçar a segurança do Sistema Financeiro Nacional: https://www.bcb.gov.br/detalhenoticia/20827/nota


• Banco Central do Brasil – Aprimoramento dos mecanismos de segurança do Pix: https://www.bcb.gov.br/detalhenoticia/20568/nota


• Resolução BCB nº 429/2024 – Alterações nas regras de participação no Pix e requisitos para instituições de pagamento


• Voto BCB nº 109/2025 – Fortalecimento dos requisitos de segurança, limites operacionais e novas exigências tecnológicas


Autora e publicação: Brunna Gambarini.

Aprovação: Sangoold Guilherme.


Fonte das imagens: Imagem meramente ilustrativa gerada pela IA da WIX.

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